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Mina do Longonjo ganha relevo com financiamento sul-africano

O projecto da mina do Longonjo na província do Huambo, tem vindo a ganhar relevo no contexto de restrições impostas à exportaçã o de minerais raros pela China, maior produtor mundial.

Segundo avança à Newsletter África Monitor (edição paga), a capacidade de mina e da instalação de processamento foram recentemente revistas em alta, prevendo um investimento adicional de USD 200 milhões, a inanciar através de um consó rcio inanceiro de USD 120 milhões organizado pelo banco sul-africano ABSA e que inclui as agências de crédito à exportação da África do Sul.

De acordo com a publicação lusófona, o Fundo Soberano de Desenvolvimento (FSDEA) e uma instituição inanceira para o desenvolvimento multilateral africana deverã o assegurar os restantes USD 80 milhões.

O capital do projecto é integralmente detido pela Ozango Minerais, controlada em 84% pela empresa de origem australiana Pensana. Após a injecção inanceira em curso, a Pensana deverá diminuir a sua participação de 84% para c. 64%, com reforço do FSDEA.

Com a entrada em funcionamento da mina de Longonjo, Angola poderá assegurar 5% das necessidades mundiais de um produto valioso no mercado internacional de matérias-primas e que regista maior procura do que oferta.

O  projecto de prospecção de minerais, no município do Longonjo durou dois anos e permitiu identificar 23.000 milhões de toneladas de metais valiosos, conhecido por Terras Raras, cujas características principais são a condução de calor e electricidade, sendo muito utilizados numa grande variedade de aplicações tecnológicas e incorporadas em supercondutores, magnetos, catalisadores, entre outros.

São ainda minérios que garantem características únicas a diversos tipos de ligas metálicas, como os telemóveis iPhone, carros híbridos, lasers, entre outros.

Por ano, a indústria consome 150 mil toneladas destes minerais. A China é o principal produtor e mercado do minério.

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