A KLM anunciou esta quinta-feira que vai cancelar cerca de 160 voos no próximo mês por causa do aumento no custo do combustível de aviões, também conhecido como jet fuel.
É um alerta pequeno, já que diz respeito a menos de 1% de todas as operações da companhia aérea neerlandesa na Europa, mas é um sinal claro de uma preocupação que pode começar a crescer.
É que se a KLM garante que não está a enfrentar uma escassez de jet fuel, as palavras do diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) deixam a entender que os problemas podem estar apenas a começar.
De acordo com Fatih Birol, a continuação do bloqueio do Estreito de Ormuz pode deixar a Europa sem jet fuel em breve. Com efeito, e segundo o responsável, o Velho Continente tem “seis semanas de jet fuel”.
Por isso mesmo, o que a KLM está a fazer é o que outras companhias aéreas podem fazer em breve, sobretudo se a oferta continuar assim tão escassa, já que há 20 milhões de barris que não estão a sair todos os dias de países como Arábia Saudita ou Iraque.
Algumas companhias aéreas, sobretudo as que realizam muitos voos de longo curso, já aplicaram uma sobretaxa, mas para outras, como a KLM, pode não haver mesmo outra opção para lá do cancelamento de ligações.
Outro cenário é o do aumento de preços. O presidente da Ryanair, Michael O’Leary, já admitiu que os preços dos bilhetes de avião podem mesmo vir a subir se a situação se mantiver assim.








