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Cônsul brasileiro em Luanda alerta: “Não usem intermediários para pedir vistos”

O Consulado-Geral do Brasil em Luanda emite entre 7000 e 8000 vistos por ano, num reflexo da crescente procura por parte de cidadãos angolanos, motivada sobretudo por razões académicas. O cônsul-geral, Ary Quintella, partilhou este balanço ao fazer um ponto de situação do primeiro ano de funcionamento da representação consular, alertando simultaneamente para o crescimento de esquemas fraudulentos associados ao recurso a intermediários.

A criação do consulado surgiu da necessidade de separar as funções consulares da Embaixada do Brasil em Angola, uma medida há muito aguardada face à expressiva comunidade brasileira no país, avaliada entre 25 000 e 30 000 pessoas — a maior presença brasileira no continente africano.

No plano operacional, a instituição processa cerca de 2000 pedidos de visto mensalmente e realiza entre 2000 e 2500 actos notariais por mês, que incluem renovação de passaportes, legalizações e registos civis. No período entre Dezembro e Fevereiro, em coincidência com o arranque do ano lectivo no Brasil, o número de vistos de estudante concedidos pode atingir entre 1800 e 2000.

Quintella realçou também o papel da cooperação educacional entre os dois países, apontando a mobilidade académica como um dos principais factores por detrás do aumento da procura. Contudo, o diplomata expressou preocupação com a actuação de empresas intermediárias que, para além de cobrarem pelos seus serviços, têm recorrido à apresentação de documentos falsificados — nomeadamente extractos bancários — para instruir os processos de pedido de visto.

Em jeito de apelo directo, o cônsul foi peremptório: “Quero fazer um apelo aos cidadãos angolanos para não usarem intermediários. Não há razão para gastar dinheiro com empresas intermediárias”, sublinhando que tais práticas “acabam por atrapalhar mais do que ajudar”.


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