A Sonangol não recebeu qualquer comunicação oficial do Botswana sobre a aquisição de uma participação na refinaria do Lobito, avaliada em 6,6 mil milhões de dólares. O desmentido foi feito na terça-feira (14) por Joaquim Kiteculo, director-executivo da divisão de refinação da empresa estatal petrolífera angolana.
A declaração surge na sequência de relatos da imprensa internacional que citavam a ministra da Energia do Botswana, Bogolo Joy Kenewendo, numa intervenção parlamentar a 27 de Março, segundo a qual o Governo botswanês tinha sido convidado e estava a ponderar a aquisição de uma participação de 30% na unidade, com capacidade para processar 200 mil barris por dia. Kiteculo foi directo: do lado da Sonangol, não existe qualquer comunicação formal que confirme esse interesse.
A refinaria do Lobito é o maior projecto de refinação de Angola e tem como objectivo central reduzir a dependência do país face às importações de combustíveis, uma fragilidade estrutural que tem pesado nas finanças públicas.
O projecto acumula, porém, atrasos e enfrenta dificuldades de financiamento, o que tem levado a Sonangol a procurar activamente parceiros — e é precisamente essa janela de oportunidade que tem atraído o interesse de países vizinhos e alimentado as especulações em torno de potenciais participações externas.








