O arguido Lev Lakstanov confirmou esta quarta-feira, 15, na sequência do julgamento do caso denominado “russos”, ter mantido encontros privados com figuras políticas de peso do MPLA e da UNITA, com destaque para Higino Carneiro e Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, o governador de Malanje, Marcos Alexandre Nhunga, bem como Paulo Lukamba Gato.
O arguido explicou em tribunal que durante os encontros foram abordados temas políticos interno e externo, negócios, bem como as eleições gerais de 2027.Política
Durante a audiência de produção de provas, o cidadão russo, negou ter mantido contactos igualmente com o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, bem como com o secretário-geral da JURA, Nelito Ekuikui.
O arguido que negou qualquer ligação com o grupo paramilitar Wagner, contou que trabalha em Angola há mais de 35 anos, e que foi durante este período professor da Escola Superior de Guerra das Forças Armadas Angolanas (FAA), cita na zona do Grafanil, em Luanda, e que o contacto com o conterrâneo russo, Igor Rochin, tinha como intenção ajudá-lo como interprete de português enquanto preparava uma actividade cultural.
Lev que manifestou desconhecimento dos objectivos do conterrâneo russo com a realização dos encontros com figuras políticas mencionadas, muitos deles realizados em restaurantes, negou com esta explicação qualquer tipo de conspiração para derrubar o Governo ou financiar partidos políticos nas próximas eleições.
Estão ainda arrolados no processo para além dos dois russos, o secretário para Mobilização da JURA, Buka Tanda, bem como o jornalista da TPA, Amor Carlos Tomé.
Os arguidos são acusados de espionagem, organização terrorista, financiamento ao terrorismo, instigação pública ao crime, bem como outros crimes graves.








