Privatizações de activos do Estado contam com apoio da AICEP


O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) vai contar com o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal na promoção do programa de privatizações 2019-2022 (PROPRIV). Segundo apuramos de fonte segura, várias sessões públicas para apresentação das empresas e dos activos em processo de privatização estavam marcada para Portugal, mas no entanto, foram postergadas por conta da pandemia do Covid 19.

 

Fontes abalizadas com o processo alvitram que o investimento privado estrangeiro é visto como “única possibilidade” de promover o desenvolvimento de sectores da economia angolana ainda dependente da exportação do petróleo. Perante as dificuldades na captação de investimento, sobretudo para sectores ligados a substituição de importações (agro-alimentar e outros), segundo noticiou recentemente a Newsletters África Monitor, altos responsáveis da Presidência e do Governo vêm manifestando, em contactos privados com a contraparte portuguesa, interesse em atrair para o país PME lusas.

 

O PROPRIV, contempla a venda de participações do Estado em 195 empresas públicas, das quais 32 estão classificadas como empresas de “referência nacional”, incluindo Sonangol, TAAG, Correios de Angola, Angola Telecom, Empresa Nacional de Seguros de Angola, Endiama, UNITEL, Banco de Comércio Indústria, Nova Cimangola, Bolsa de Valores e Derivativos de Angola (BODIVA), entre outras.

 

O programa contempla a privatização parcial da Sonangol e a venda das suas principais participadas em sectores petrolíferos e não-petrolíferos, activos que deverão ser mais disputados.

Recentemente o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) está a realizar um concurso para a Contratação de Serviços de Consultoria Financeira e Técnica para assessoria permanente à implementação do Programa de Privatizações e assessoria permanente e regular a processos específicos de privatização.