Preço do petróleo obriga renegociação junto dos credores


Na opinião do economista Precioso Domingos, embora não seja o melhor momento para que tal ocorra, uma vez que diante dos preços baixos, também reduz-se as margens de negociação, não haverá muitas saídas, porquanto o petróleo é a principal moeda de troca apresentada.

Desde segunda-feira, no arranque das negociações das bolsas, que o preço do Brent, referências às exportações de Angola, caíram para os 30 dólares. Até ontem, por altura do fecho desta edição, o barril de Brent estava a ser negociado, em Londres, ao preço de 30.05 dólares, numa queda de 3,80 por cento em relação ao dia anterior. 

 No início do ano, as estimativas das agências internacionais apontavam para um preço de estabilidade em torno dos 55 dólares, sendo também esta a referência adoptada no OGE/-2020 pelo Governo.

A epidemia de Coronavírus, Covid-19, juntou-se aos desentendimentos entre Rússia e Arábia Saudita sobre eventuais cortes na oferta dos países e abriu portas a uma crise de preços do produto. Precioso Domingos disse, por outro lado, que o momento é também de as várias economias se juntarem, pois enfrentam um "inimigo comum", referindo-se aos efeitos do Covid-19 nas economias, o que faz com que alinhem os interesses nacionais ao de protecção dos mercados.

As estimativas mais recentes das agências internacionais apontam para 700 milhões o número de barris/dia que deixarão de ser produzidos. Esta queda, ainda assim, não será suficiente para estimular a procura que também regista queda significativa devido à paralisação de vários mercados em todo o mundo.