Portugueses em Angola desesperam com falta de respostas para sair do país


Portugueses que se encontram em Angola à espera de regressar a Portugal, depois de o país africano fechar fronteiras para travar o novo coronavírus, mostram-se frustrados e descontentes face à falta de resposta das entidades portugueses.

O consulado de Portugal e a transportadora aérea TAP são os principais visados pelas reclamações dos portugueses ouvidos pela Lusa.

Isilda Reis, luso-angolana que está à procura de um voo para regressar com os pais, de 75 e 72 anos, por estarem mais vulneráveis à covid-19, contou que tem sido muito difícil contactar estas entidades telefonicamente ou por email.

A empresária disse estar preocupada com a possibilidade de uma propagação rápida do vírus em Angola, um país com um sistema de saúde muito frágil: “foi por isso que decidi regressar, tenho medo do que possa acontecer“.

Isilda Reis afirmou que se inscreveu no site do consulado através de um link disponibilizado para apoiar os portugueses que pretendem regressar e enviou o relatório médico relativo aos pais, mostrando que se encontram num grupo de risco.

Tentou também contactar a TAP de diversas formas e acabou por se dirigir ao escritório da companhia em Luanda na terça-feira para obter respostas.

Lusa