Mitrelli expande actuação na África Ocidental


Presente em Angola desde os anos 80, o conglomerado privado israelita ganhou recentemente um contrato no valor de quase 150 milhões de euros na Costa do Marfim.

Pouco conhecido sobre seu modelo de negócios, segundo a Revista Jeune Afrique, a empresa é apontada como  tendo fortes ambições na África Ocidental.

De acordo com a fonte, a  13 de abril, o grupo e a sua subsidiária especializada em água, Owini, venceram um contrato de 98,3 bilhões de francos CFA (149 milhões de euros), visando o fornecimento de 95 subprefeituras, o contrato "chave na mão" inclui ainda construção de torres de água e redes de distribuição. A Owini é apoiado por Taylor Wessing, cujo departamento de direito público e projectos em Paris é liderado por Sophie Pignon, uma ex-graduada em Bird & Bird.

O acordo assinado em meados de abril, ilustra a volotilidade do grupo para deixar o seu terreno histórico, Angola, para expandir-se na África Ocidental, em particular no Senegal, onde abriu um escritório em junho de 2019, um ano após a criação, em abril de 2018, da Mitrelli Costa do Marfim.

O Grupo é especializado em projectos em grande escala e a longo prazo que cria soluções “chave-na-mão”. O sucesso do Grupo, segundo o seu portal na internet,  reside na sua capacidade de estudar as necessidades das populações e dos governos dos países em que trabalha, e na sua grande flexibilidade e adaptabilidade.

Oferece soluções  inovadoras em áreas tão diversas como a agricultura e o desenvolvimento rural, passando por campos como a educação e a formação em saúde, até aos sistemas de informação e projectos de telecomunicações, entre muitas outras áreas de actividade. Além de Angola e Costa do Marfim, está presente no Gana,  Quénia e  Moçambique, onde recentemente  ao lançamento da primeira pedra para a construção de um terminal graneleiro de cereais no porto de Nacala, província de Nampula, região norte de Moçambique.