Miguel Kiala reclama dívida de 11 milhões do Interclube


O poste Miguel Kiala intentou uma acção, no Tribunal Provincial de Luanda, contra o Interclube por incumprimento das cláusulas contratuais, válidas entre as épocas de 2017 e 2019. O basquetebolista pretende ser ressarcido em 11 milhões de kwanzas, referentes às luvas do segundo e terceiro anos de contrato com a equipa afecta à Polícia Nacional.

Em declarações ao Jornal de Angola, Miguel Kiala assegurou que manteve encontros de concertação com a direcção de Alves Simões, mas os argumentos apresentados não foram convincentes para evitar a resolução do conflito em tribunal.

“O vice-presidente para o basquetebol, António Camulogi, disse-me que a prioridade do clube é cuidar dos novos jogadores”.

Segundo o ex-jogador, num dos encontros a direcção do clube apresentou como proposta o pagamento da dívida pela metade, sem justificar o destino do dinheiro remanescente.

“Trabalhei, não vejo os motivos para o Interclube fazer isso comigo. Durante a minha lesão, tirei dinheiro do meu bolso para cuidar da saúde, perante o olhar e acompanhamento dos médicos do clube. Houve a promessa de ressarcirem o dinheiro, mas até hoje pagaram apenas metade dos 480 mil kwanzas”, revelou.

Para Miguel Kiala, o vice-presidente para o basquetebol do Interclube está a agir de “má-fé”.

“No último encontro, as conversas não fluíram. O senhor António Camulogi é uma pessoa muito arrogante, rude e intimidadora. Isso fez com que não voltasse a falar com ele. Alguém quer ficar com o meu dinheiro, que faz muita falta à minha família”, lamentou.

O jogador que teve passagem fugaz pela Selecção Nacional reiterou que não pretendia levar o diferendo até às instâncias judiciais, mas a atitude do vice-presidente para o basquetebol deixou-o insatisfeito.

“Quando o questionei sobre o destino da outra metade do valor a receber, António Camulogi não soube me explicar”, disse. Em Dezembro de 2019, na primeira audiência, os representantes do Interclube não se fizeram presentes. Na segunda, a juíza da causa aconselhou os representantes da equipa da Polícia Nacional a pagar a dívida, mesmo de forma faseada, conta o jogador.

“Até o momento, o Interclube não voltou a se manifestar”, disse.

Miguel Kiala assegurou que recebeu as luvas, no valor de oito milhões de kwanzas, correspondentes ao primeiro ano. Daí em diante, deixou de auferir os valores referentes ao segundo e terceiro anos de contrato. No segundo ano, o contrato estipula sete milhões de kwanzas, e no terceiro, seis.

“Recebi todos os salários. Nas luvas do segundo ano, em Maio de 2018, recebi apenas um milhão dos sete previstos. No terceiro não fui pago. O meu contrato terminou em Outubro, mas nos meses de Novembro e Dezembro recebi um milhão de kwanzas”, disse.

O Jornal de Angola ouviu o vice-presidente para o basquetebol do Interclube, António Camulogi, que confirmou a dívida no valor de 11 milhões de kwanzas ao jogador, mas não avançou mais detalhes, argumentando que se trata de um assunto em julgamento no Tribunal de Luanda.

Jornal de Angola