Médicos e enfermeiros estão a abandonar os postos de trabalhos por falta de condições


Dezenas de médicos e enfermeiros já começaram a abandonar os postos de trabalhos, nomeadamente no Hospital geral de Luanda.

De acordo com a Rádio France Inernacional, o Presidente do Sindicato dos Médicos apelo ao chefe de Estado a não atribuir a responsabilidade da pandemia do Covid-19 aos hospitais nem aos médicos, porque segundo ele «os Hospitais não têm condições, nem a própria equipa médica tem materiais de trabalho para protecção».

Desde a propagação da pandemia do coronavírus, Angola regista três casos confirmados de Covid-19. Os dois primeiros foram notificados a 21 deste mês, eram angolanos vindos de Portugal nos dias 17 e 18 últimos.

Angola poderá, deste modo, estar a preparar-se para declarar o estado de emergência. São já vários os países que declararam o estado de emergência, sendo disso exemplo a África do Sul, que, a partir de quinta-feira impõe que os seus 56 milhões de habitantes fiquem em casa e todos os espaços públicos, com poucas excepções, encerrem as portas.

Em vários comunicados de imprensa, o Ministério da Justiça, da Educação, dos Transportes e a petrolífera estatal angolana avisaram os seus trabalhadores que estão obrigados a cumprir quarentena que serão "severa e disciplinarmente" punidos caso sejam encontrados a passear na rua.

O Conselho de Administração da Sonangol constatou que alguns colaboradores abrangidos pela quarentena que vigora devido ao Covid-19 “não têm cumprido a orientação de permanecer em casa, sendo vistos a circular pela cidade, bem como em lugares públicos e de lazer”.

A administração da petrolífera pede, por isso, às direcções da empresa esforços no sentido de controlarem as equipas, exortando-as a cumprirem as medidas de prevenção sob pena de serem responsabilizados.

A Sonangol avisa ainda que não se responsabiliza “por eventuais constrangimentos” que os colaboradores incumpridores possam vir a ter com as forças da ordem e de segurança.

Angola tem três casos confirmados de infecção com o novo coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19, que já infectou mais de 430 mil pessoas em todo o mundo, entre os quais um administrador da Sonangol, das quais morreram cerca de 19 000.