Macon aposta no transporte de cargas e encomendas


Com a frota de autocarros para passageiros parada, a empresa Macon viu-se obrigada a desenvolver nova dinâmica nesta fase do confinamento , com os serviços de carga para as demais províncias do país.

Ao Jornal de Angola, o director comercial da transportadora Armando Macedo avançou que “o serviço não é tão novo”, pois já existia antes do Estado de Emergência mas foi imposta uma outra dinâmica a julgar também pelo facto de neste momento ser um dos únicos serviços a atender e de rendimento para a empresa.

Sem quantificar os números, Armando Macedo informou haver uma queda brusca na procura por estes serviços, o que diz serem as receitas insuficientes para cobrirem a totalidade das necessidades da empresa, como o pagamento de salários, manutenção dos autocarros, entre outras.

De acordo com o responsável, desde a implementação da nova dinâmica, a zona sul do país é a mais solicitada , concretamente no corredor do Sumbe, na província do Cuaza-Sul, Benguela, Huíla, Namibe e Santa Clara (Cunene), seguido da linha do corredor do Cuando Cubango, Huambo e Bié, bem como nas rotas de Cuanza Norte , Malanje e Uíge, sempre que haver mercadoria para estes destinos.

O preço cobrado varia de acordo com o volume, peso e o valor agregado, ou seja, o valor do preço da mercadoria. A transportadora privada de passageiros adquiriu no início do ano 72 novos autocarros que custaram 9 milhões de dólares, que vieram reforçar as rotas inter-provinciais e inter-regionais.