Luanda e Sumbe ignoram combate ao Covid-19


Os angolanos parecem na generalidade estar a ignorar as ordens do govenro para permanecerem em casa caso não haja necessidade urgente de saírem à rua e as autoridades policiais prometem endurecer as suas acções para forçar os residentes a cumprirem as ordens de combate ao Coronavírus

Em vários pontos de Luanda as ruas continuam agitadas mesmo depois do Presidente da República de Angola João Lourenço ter decretado estado de emergência, como forma de reforço das medidas de prevenção, de contenção e de combate à propagação do COVID-19.

“Os angolanos são muito teimosos, eu vi um jovem que foi batido às 10 e às 11horas ele já estava outra vez na rua”, disse um luandense interrogado na rua pela Voz da Am’erica

“Acredito que é também falta de conhecimento do assunto, talvez muitos desconhecem quo a doença é perigosa”, acrescentou

Em reacção o Comandante Geral da Policia Nacional, comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida, prometeu cadeia para quem não cumprir as orientações dos agentes da ordem.

“Quem desobedecer vai para cadeia, não devem sair de casa, devem manter-se em casa, só em caso de força maior (é que devem saír)”, disse o oficial.

Estão nas ruas efectivos da policia nacional e das forças armadas angolanas.

No Sumbe a situação é idêntica. O fim-de semana por exemplo a cidade foi marcada por incumprimento dessas medidas com os mercados informais a registar enchentes, estabelecimentos comerciais abarrotados de gente, jovens praticando desportos nos bairros, lanchonetes abertas com aglomerados, mototaxistas exercendo suas actividades de forma normal, cidadãos deambulando pelas ruas de um lado ao outro ignorando interpelações da polícia nacional.

A polícia nacional já vai dizendo que a partir de hoje Segunda-feira as medidas contra os desordeiros serão mais duras.

Quem viveu quarentena no centro de tratamento de Kalumbo em Luanda vindo de Itália é o reitor do seminário maior de filosofia da diocese do Sumbe Pe. Virgílio Joaquim Canário.

O sacerdote que já se encontra na cidade do Sumbe, conta-nos a experiência que viveu durante a quarentena.

“Até ao dia 17 de Março o centro estava com toda tranquilidade. A logística totalmente organizada. O cengtro de princípio é um internato que foi concebido para albergar crianças em conflito com a lei mais ou menos como aquela prisão que temos em Waco-Kungo mas, não foi ocupada até aqui, a estrutura é nova”, disse.

, Virgílio Canário PELOUaos angolanos a pautarem pela disciplina no cumprimento do estado de emergência para não servirem de “bombas relógio” para os demais:

“Eu fiz 14 dias de quarentena institucional, mais dez dias que fiz de quarentena na Itália mas, além disso mesmo cá no seminário eu continuo confinado no meu próprio lugar”, disse.

“ Nem fui saudar o senhor Bispo físcamente porque não o posso em consciência”, acrscentou apelando ainda aos seus copatriotaras para assumires as suas “responsabildiades”.



VOA