Haim Taib processado em Israel


Haim Taib um dos maiores investidores de Angola,  através do Grupo Mitrelli, tem um processo em Israel, movido pelo seu parceiro de negócios, o franco-israelita Hubert Haddad.

Segundo o apurado, o processo que corre  no Tribunal Distrital de Tel Aviv,  Haddad acusa Taib de o excluir  numa parceria em que os dois estavam envolvidos na Costa do Marfim, orçado em 200 milhões de dólares.

Na queixa  submetida ao tribunal, outro empresário com ligações a Angola, Eytan Stibbe sustentou as alegações de Haddad, considerando que  também poderia correr o risco de perder a sua parte na parceria.

Até o início deste ano, Taib e Stibbe eram sócios na Mitrelli, formada em Angola há cinco anos. Os dois empresários também  estavam associados a outra empresa de direito angolano, LR Group, onde Stibbe era sócio e Taib Executivo Sénior.

Haddad revelou em Tribunal que a conexão entre os três começou em 2015, quando Taib e Stibbe tentaram expandir a sua principal área de operações em Angola e na República Democrática do Congo para a Costa do Marfim.

Segundo Haddad, um evento crítico na criação da parceria foi o seu papel em ajudar os outros dois a cobrar o que ele descreve como uma “dívida muito grande” ao governo congolês. O processo não diz para que servia a dívida, mas aparentemente estava relacionado a um projecto de construção do governo congolês no valor de dezenas de milhões de dólares.

Referenciado em meios políticos angolanos como empresário e “filantropo, Haim Taib é um dos principais investidores em Angola”. É apontado como aquele que oferece a custo zero os seus préstimos” ao Governo angolano. Nesta fase da pandemia, tem disponibilizado ao Ministério da Saúde meios, incluindo testes de Covid-19, é um dos sócios do  Luanda Medical Center e Yapama e opera no ramo das telecomunicações, fornecendo ao Estado sistemas de vigilância activa, através de uma outra empresa, a Geodata.

Numa entrevista ao Jornal O País, invocou os méritos dos seus projectos na agricultura (Aldeia Nova), pescas (Aquafish) e ainda na água e saneamento, através da empresa Owini, parceira do Ministério da Energia e Águas. Não foi, contudo, pela filantropia ou projectos sociais que se afirmou nos meios empresariais angolanos, mas sim como fornecedor de equipamentos de vigilância para forças militares e serviços de informações, com maior incidência na década de 2010.