Goldman Sachs prevê zona euro em recessão em 2020


A Itália deverá ser a economia mais castigada pelo novo coronavírus. A Alemanha também não escapa e Espanha também não.

Segundo o jornal Dinheiro Vivo, o  que parecia uma previsão distante parece agora mais certa. A economia da zona euro vai entrar em recessão este ano, pelo menos nas previsões do banco de investimento Goldman Sachs, tendo em conta o impacto do novo coronavírus.

A instituição aponta para uma quebra do produto interno bruto do bloco da moeda única que poderá chegar a -1,7%, quando antes apontava para um crescimento de 1%.

A economia italiana deverá ser a mais castigada pela epidemia. O banco de investimento acredita que o PIB poderá registar uma quebra de 3,4%, quando a anterior projeção apontava para um crescimento, ainda que anémico de 0,2%. A maior economia europeia, a Alemanha, também não deverá escapar a uma recessão em 2020.

O motor da Europa poderá registar uma variação do PIB de -1,9%. A anterior previsão indicava um crescimento de 0,9%. A vizinha Espanha, principal cliente das exportações nacionais, deverá registar uma quebra de 1,3% do produto, quando a anterior projeção apontava para um crescimento de 1,8% do PIB.

Para Portugal não há previsões do banco norte-americano de investimento. Economia mundial a marcar passo Os economistas do Goldman Sachs cortaram o crescimento global do PIB em 1/4. Mesmo assim uma quebra menos acentuada do que nas recessões de 1981/82 e 2008/09.

As previsões apontam para uma recessão da Europa, no Japão, no Canadá e possivelmente nos Estados Unidos e os técnicos do banco de investimento avisam que “a incerteza sobre estas previsões é muito maior do que o habitual”. Para os Estados Unidos, a equipa do Goldman Sachs aponta para uma forte contração no segundo trimestre do ano, seguindo-se “uma forte recuperação na segunda metade do ano”, mas adverte que “as perspetivas dependem de vários fatores, incluindo a gravidade e a duração do surto”, conclui.