Finibanco Angola continua à espera da fusão com BNI


O Montepio continua à espera de integrar o Finibanco Angola no BNI. Um ano depois da operação ter sido oficialmente anunciada, ainda não há desenvolvimentos.

Segundo o Jornal Económico, o Banco Montepio, no relatório e contas de 2019, diz que continua a contar com essa operação com vista à desconsolidação de contas.

No entanto, segundo o relatório e contas, a venda das ações do Finibanco Angola (acima de 30%) a Mário Palhares, o actual presidente e principal acionista do banco BNI, ocorrida em 2015, foram a “crédito”, o que significa que o pagamento ainda não foi feito. No entanto, o Finibanco Angola retém os dividendos correspondentes a esses 30%, por conta de juros da dívida de Mário Palhares. Isto é, a transmissão das ações nunca se realizou, mas durante a vigência do contrato de promessa, que caducará num par de anos, ficou acordado que os dividendos dessa participação seriam retidos a títulos de juros do crédito sobre Mário Palhares.

O valor do Finibanco Angola nas contas do Banco Montepio, baseia-se na avaliação efetuada  considerando o valor previsto de venda do Finibanco Angola, “conforme proposta de aquisição apresentada por uma entidade terceira”, lê-se no relatório e contas.

“Nesta base a valorização da posição de 80,22% detida pelo Montepio Holding no Finibanco Angola situou-se em 59.270 milhares de dólares (USD), correspondente a 53.325 milhares de euros”, diz a instituição.

Em 31 de dezembro de 2019 “o valor registado no balanço relacionado com as diferenças de consolidação e de reavaliação (goodwill) corresponde ao diferencial entre o valor do custo de aquisição e o justo valor total dos ativos e passivos do Finibanco Angola, adquirido em 31 de março de 2011 à MGAM [Associação Mutualista Montepio Geral], no valor de 53.024 milhares de euros”, refere o Banco Montepio, que acrescenta que “este valor se encontra integralmente provisionado”.