DSK: Ele anda por África


Dominique Strauss-Khan, 71 anos, vive a vida a trabalhar em África nos últimos anos, depois do escândalo sexual no hotel Sofitel de Nova Iorque, envolvendo uma hospedeira guineense, que o afastou do FMI.

Segundo a Revista Jeune Afrique, o francês é consultor especializado em Finanças Públicas de vários Chefes de Estado e de empresas privadas em África. Anda pelo continente onde a sua notoriedade abre-lhe portas de palácios presidenciais de países francófonos.

Ex-ministro da Economia, das Finanças e da Indústria do Primeiro-ministro Lionel Jospin (1997-99), DSK tem contratos com Denis Sassou Nguesso, do Congo, e com Faure Gnassingbé, do Togo, por exemplo. A reforma do Franco CFA e a crise económica, em meio à pandemia da Covid 19, fizeram DSK ter presença constante na media africana como comentador.

No portifólio da sua empresa, a Parnasse International, está um contrato de estabelecimento da Cidade Financeira de Casablanca (CFC), que oferece vantagens fiscais para certas empresas baseadas em Marrocos, incluindo a sua. Por via da sua empresa, DSK obteve mais de 20 milhões de euros em lucros isentos de impostos, entre 2013 e 2018. O retrato é da revista Jeune Afrique.