Bolsas animadas com o alívio das tensões comerciais entre o Washington e Pequim


Os mercados de ações dos EUA seguem em alta esta sexta-feira, animados com os sinais de um alívio das tensões comerciais entre o Washington e Beijing e um relatório do emprego que não foi tão mau como era esperado. 

O Dow Jones Industrial Average sobe 1,5% para 24.232 pontos e o S&P avança 1,4% para 2.920 pontos. O Nasdaq cresce 1,4%. Na Europa, o índice Stoxx Europe 600 fechou em alta de 0,9%, enquanto a nível nacional o índice alemão DAX e o francês CAC valorizaram 1,4% e 1,1%, respetivamente. O índice britânico FTSE 100 esteve encerrado para um feriado. 


A Comissão Europeia disse esta sexta-feira que recomenda o prolongamento das restrições a viagens dentro do bloco por mais 30 dias, até 15 de junho, referindo que "a situação continua frágil tanto na Europa como a nível mundial". 


O sentimento dos investidores foi animado por uma notícia de que os negociadores comerciais de topo dos EUA e da China falaram ao telefone esta sexta-feira, prometendo criar condições favoráveis para o acordo comercial de fase um. A chamada, que foi avançada pela Xinhua News Agency, veio depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado "terminar" o acordo comercial assinado em janeiro. 


Entretanto, o relatório mensal do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que a pandemia do coronavírus teve o maior impacto mensal que o mercado laboral já registou. A taxa de desemprego disparou para 14,7% em abril face a 4,4% em março. A taxa de desempregados de abril superou o recorde anterior de 10,8% de 1948 e aproximou-se da taxa de 25% que os economistas estimam ter sido atingida durante a Grande Depressão. 


Os postos de trabalho não-agrícola caíram 20,5 milhões, o que equivale à eliminação de todas as vagas de emprego criadas durante a última década. Os economistas consultados pelo The Wall Street Journal previam uma taxa de desemprego de 16,1% e uma queda de 22 milhões de empregos. 


Ainda que o relatório do emprego tenha mostrado a grande luta que a economia dos EUA enfrenta durante a pandemia, os investidores parecem estar a olhar além do relatório, encorajados pelos sinais de reabertura dos estados.

 

"Era bastante antecipado", disse Jim Paulsen, estratega chefe de investimento da Leuthold Group, sobre o relatório. "O mercado de ações estará mais focado em olhar para qualquer dado onde a atividade económica esteja a começar a acelerar." 


O USD/JPY sobe 0,3% para 106,58 e o EUR/USD sobe 0,2% para 1,0846. 

Nos mercados de commodities, o Brent cresce 2,3%, enquanto o WTI avança 1,2% podendo registar um avanço de 20% esta semana. Os preços do petróleo têm sido impulsionados por um aumento da procura à medida que zonas dos EUA e da Europa aliviam as restrições, bem como com a aceleração dos cortes de produção e com a decisão da Saudi Aramco de aumentar os preços oficiais de exportação para junho. 


-Por Joe Wallace (Joe.Wallace@wsj.com) e Xie Yu (Yu.Xie@wsj.com

Traduzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (AMS) 

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