Angola perde 5 sondas de perfuração em um mês


Angola perde um total de 5 sondas de perfuração em menos de 1 mês, algo inédito e muito preocupante. Segundo apurou este portal, a crise pandêmica sem precedentes e grande baixa do preço do barril de petróleo no mercado internacional afunda a economia mundial e Angola não está isenta dos grandes choques que estes dois grandes males estão a causar a nível económico e não só.

Em menos de 1 mês o país vai perder 5 sondas de perfuração que desenvolviam projectos de desenvolvimentos de campos petrolíferos no país.

Devido a luta da quota do mercado de preços do crude entre a Arábia Saudita e a Rússia e as restrições de mobilidades impostas pelo COVID-19, várias sondas tiveram os seus contratos suspensos e algumas vão manter-se em Standby por vários meses.

Chevron

A Chevron que opera em cabinda nos blocos 0 e 14, suspendeu todas as suas operações de drilling e mantendo apenas as operações de produção, terminou o contrato com a sonda VALARIS 109 que estava a operar nas águas rasas do Bloco Zero e colocou em Standby de 8 meses o SAPURA JAYA que estava a operar no bloco 14 do projecto BBLT. Ficaram assim suspensas todas as operações de perfuração em Cabinda.

TOTAL

A Total, a maior produtora de petróleo de Angola, empresa robusta que por várias vezes ignorou os efeitos da crise e manteve as suas operações de perfuração, desta vez, também decidiu avançar com fortes cortes.

A petrolífera francesa estava a operar em Angola com 4 Sondas de perfuração em Águas ultra-profundas dos blocos 17 e 32 até Março de 2020.

A maioria destas sondas foram agora suspensas e ficará apenas a operar com uma sonda no Bloco 32, a Transocean Skyros.

A Total suspendeu o contrato com a VALARIS DS8 que estava a operar no Bloco 32. De realçar, que antes do fim do contrato impulsionado pela crise mundial, a DS8 teve um grande acidente operacional por ter deixado caior no alto mar o BOP-Blowout Preventer. As suas operações estão limitadas à recuperação deste equipamento e depois rumará para a vizinha República da Namíbia onde se vai manter ancorrado no porto de Welvis Bay, onde também se encontra a Sonangol Quenguela, que estava a espera de um possível contrato.

Também se vão a sonda da Seadrill, a West Gemini e a Maesk Voyager que estavam a operar no bloco 17.

A Total vai manter-se apenas com uma sonda, a Transocean Skyros que vai continuar com as operarações no bloco 32, pelo menos até o mês de Agosto de 2020.

Ficaram cancelados todas as operações de exploração previstas para o ano de 2020.

De lembrar que a Total tinha o ensejo de perfurar o poço de águas mais profundas a nível mundial no bloco 48 do offshore Angolano, que também fica, desde já, suspensos.

ENI ANGOLA

A empresa Italiana suspendeu as operações no Bloco 15/06 com a Sonda Sonangol Libongos. A Italia ficou fortemente afectado pelo vírus COVID-19, o que afectou altamente a mobilidade dos cidadãos deste país forçando a Empresa a cancelar todas as suas operações e com a previsão de retomarem apenas em 2021, se assim a condição mundial permitir.

BP Angola

A BP previa o seu regresso nas operações de perfuração em Junho de 2020 para dar continuidade de trabalhos de desenvolvimento no projecto Platina do bloco 18, mas devido a crise foi forçado a adiar este retorno e cancelou todas as suas actividades de drilling para 2020. Antecipa-se que tenha a intenção de regressar em 2021, também dependente do estado económico mundial.

A ESSO ANGOLA (ExxonMobil)

A ESSO, operadora das águas utra-profundas do bloco 15, cancelou as suas operações de perfuração e desenvolvimento de poços de petróleo devido a crise que afectou o país em 2014 e desde então, mostrou-se interessada a regressar em 2021, mas o regresso que também fica totalmente condicionado ao desenvolvimento dos factores acima supracitados.

OPERAÇÕES ONSHORE!

ENI Angola


A Empresa Italiana também operava no onshore angolano no bloco Cabinda North e estava a fazer trabalhos de prospecção e exploração na Região do Dinge em Cabinda, depois de grandes insucessos na descoberta do crude a Empresa foi forçada a cancelar todas as suas actividades

PlusPetrol

A PlusPetrol mantém as suas operações no bloco Sul de Cabinda levando a cabo trabalhos de Workover com vista a aumentar a produção nos seus poços já existes mediante a instalação de ESP (Electrical Submersible Pumps) com a Sonda Terreste da Sondagens de Angola, no Campo Castanha (Cabinda Sul), mas também dependenterá da situação económica actual.

SOMOIL

A Somoil uma das empresas produtoras de direito angolano continua com as suas operações no onshore angolano na Região do Baixo Congo do Kinfukena e Pangala, Soyo, província do Zaíre, das Associações FS/FST e no bloco 2

Se espera que com o alcance dos acordos de redução de produção entre os países productores possa aliviar reverter esta situação e aumentar o interesse dos investmentos.