Angola considera prematuro uso da Covid-Organic


A ministra da Saúde considerou, em Luanda, prematuro avaliar o uso da Covid-Organic, medicamento feito no Madagáscar, por falta de evidências de eficácia na cura da Covid-19, revela o Jornal de Angola.

Sílvia Lutucuta disse que o país está em sintónia com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao mesmo tempo em que trabalha em contactos com outros países, como o Senegal, considerado potência na pesquisa, que também continua a investigar a eficácia do “fármaco”.

A ministra admitiu tratar-se de um “medicamento da medicina tradicional” e, no caso de Angola, ainda se está a trabalhar na legislação para a medicina tradicional.

“Apesar de estar a ser usado em outros países, ainda não temos provas de que tenha dado bons resultados”, disse a ministra, lembrando que, recentemente, assistiu-se a alguns óbitos no Madagáscar. “Por isso, não podemos ainda dizer com segurança se o fármaco é bom ou não. Carece de investigação profunda”.

A titular da pasta da Saúde, que falava em conferência de imprensa sobre actualização de dados da Covid-19, pronunciou-se, igualmente, em relação à enfermeira que testou positivo. Sobre uma possível cerca sanitária ao edifício onde ela reside, na Centralidade do Sequele, Sílvia Lutucuta disse que as autoridades sanitárias estão a trabalhar na questão, tendo lembrado que "há critérios para se estabelecer uma cerca sanitária.