Governo vai ser mais produtivo com a redução dos ministérios


O economista Carlos Rosado de Carvalho acredita que com a redução do número de ministérios, de 28 para 21, e de directores nacionais e chefes de departamento, de 559 para 313, o Governo será mais eficaz e, com isso, menos burocrático.

Em declarações a TV Zimbo, o também jornalista ressaltou que, com essas medidas, o Governo fica, de alguma maneira, bem na fotografia. “Passa a mensagem que, efectivamente, é necessário cortar, poupar e aligeirar as estruturas”, frisou. 

Carlos Rosado de Carvalho sublinhou que, embora não existam teorias que afirmem que os governos pequenos chegam a ser melhores que os grandes, na prática, vê-se que a maioria dos governos dos países mais desenvolvidos têm os governos relativamente pequenos e, com eles, conseguem atingir melhores esultados.Apesar disso, disse existir excepções, como a Nova Zelândia, um país desenvolvido, mas tem um governo com 50 e tal ministros. 

O Governo angolano vai economizar, com a redução de 559 para 313 cargos de direcção e chefia, um total anual mil milhões de kwanzas, que serão canalizados para educação e saúde. A decisão aprovada em Conselho de Ministros, que analisou os estatutos orgânicos dos oito ministérios que foram alvo de fusão recentemente, no âmbito do programa de reforma do Estado.