Covid 19: Guiné-Bissau lidera o número de casos nos PALOP


Com 25 recuperações, dois óbitos e 537 casos ativos, a Guiné-Bissau é o país africano de expressão portuguesa com o maior número de casos, depois de ultrapassar sucessivamente Moçambique e Cabo Verde.

Segundo a Panapress, há uma semana, Cabo Verde ocupava a primeira posição entre os cinco PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), sendo agora segundo com 218 casos, incluindo dois óbitos, 38 curas e 178 internamentos.

Na terceira posição da lusofonia africana, aparece São Tomé e Príncipe, que também deixou o grupo dos menos atingidos, na última semana, numa progressão exponencial de 23 para 174 casos, em menos de 24 horas.   

Dias antes nessa mesma semana, a Guiné-Bissau figurava entre os países menos afetados pela doença, com 73 casos confirmados e 54 ativos, perto de Moçambique e Angola que apresentam hoje, respetivamente, 81 e 36 contaminações.

Moçambique é entre os PALOP o único ainda sem registo de óbito ligado à covid-19, mantendo no seu balanço 24 recuperações e 57 internamentos, enquanto Angola conta, entre os seus 43 casos, dois pacientes falecidos, 11 curados e 23 internados.     

De acordo ainda com a fonte, a situação é cada vez mais preocupante, na Guiné-Bissau, onde os números sobem todos os dias de forma exponencial, apesar das medidas de confinamento decretadas pelas autoridades nacionais, constatam alguns observadores.

Para estes observadores, as inquietações sobre a situação epidemiológica, na Guiné-Bissau, levam também em consideração as debilidades do sistema nacional de saúde que podem afetar negativamente a sua capacidade de resposta se o país mantiver por muito tempo a atual progressão exponencial da pandemia.  

Neste momento, as  pessoas infetadas estão todas a receber assistência médica e a recuperar em casa, de acordo com o ministro da Saúde Pública, António Deuna.

O Hospital Simão Mendes, a maior unidade sanitária do país, instalada na capital, em Bissau, dispõe de 40 camas a que as autoridades contam recorrer, em caso de necessidade, juntamente com 20 outras atualmente disponíveis no Hospital de Cumura e 15 no Hospital Pediátrico de Bôr.

Com estas duas últimas unidades pertencem à Igreja Católica totaliza-se as 75 camas mas, segundo ainda o ministro António Deuna,   o Governo do primeiro-ministro Nuno Nabian pensa requisitar hotéis, em Bissau, para internamento de doentes de covid-19, “se for ainda necessário”.

As autoridades sempre afirmaram que o desrespeito das medidas de confinamento social por parte de alguns doentes de covid-19 originou o alastramento da doença até chegar aos níveis atuais.