Os partidos angolanos intensificam movimentos para as eleições gerais de 2027. Mas há um nome que praticamente desapareceu do debate público: a CASA‑CE, a coligação que em 2022 não conseguiu eleger um único deputado.
Afinal, a CASA‑CE ainda existe?
Manuel Fernandes, presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral, garante que a estrutura continua formalmente ativa.
“Até aqui, ela se mantém enquanto coligação de concertação”, afirma.
A explicação é simples: sem assento parlamentar, a CASA‑CE deixa de atuar como coligação funcional e passa a ser apenas uma plataforma de concertação, ou seja, troca de impressões entre os partidos que a compõem.
No início de 2023, houve contactos para uma nova fusão interna, mas o processo não avançou. E poderá a CASA‑CE ressurgir para 2027? Fernandes responde com prudência: “As coligações são efémeras. A sua constituição depende da vontade dos pares. A participação nas próximas eleições será avaliada no momento certo.”
Partidos seguem caminhos próprios
Enquanto o futuro coletivo não se clarifica, os partidos integrantes reforçam a sua presença individual no terreno.
O próprio partido de Fernandes, transformado de PALMA para Renova Angola, está em expansão nacional.
Segundo o dirigente, decorrem preparativos para uma campanha de mobilização “1+10”, seguida de uma reunião estratégica na região leste.








