O aeroporto de Kisangani, no nordeste da República Democrática do Congo, foi alvo de um ataque de drones neste fim-de-semana. O governo da província de Tshopo acusa o M23 e o Ruanda de estar na origem do assalto.
Na noite do sábado para o domingo, o aeroporto de Kisangani, cidade de mais de 1,5 milhões de habitantes, à beira do rio Congo, foi atacado por “drones kamikazes transportando munições”, anunciou nesta segunda-feira o governo da província de Tshopo.
“Oito drones inimigos foram neutralizados antes de alcançarem o seu alvo”, especificou o governo num comunicado nesta segunda-feira. Nenhuma vítima foi registada até este momento.
Segundo testemunhos no local, o ataque decorreu na zona do aeroporto até as duas da manhã, provocando a fuga de alguns moradores.
Nesta segunda-feira, o governo provincial anunciou que a situação estava “controlada” e que os habitantes podiam “regressar às suas casas”.
O aeroporto é considerado um ponto estratégico, do qual a cidade de Kisangani é muito dependente, dado que os seus acessos rodoviários estão em mau estado. A pista é também utilizada como instalação militar do exército congolês, que lança regularmente ofensivas contra as posições do M23 e do exército ruandês a partir de lá.
Desde 2021, a RDC tem vivido um recrudescimento da violência, com a multiplicação dos ataques dos rebeldes do M23, apoiados por Kigali e pelo seu exército.
O M23 tomou Goma em Janeiro de 2025 e Bukavu em Fevereiro do mesmo ano.
No início de Dezembro, o grupo armado lançou uma nova ofensiva contra a cidade de Uvira, na fronteira com o Burundi, apesar de a RDC e o Ruanda estarem nessa altura a ratificar um acordo de paz mediado por Washington.







