O Presidente angolano exigiu, na sexta-feira (23.01), a “libertação incondicional” do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, detido na sequência do golpe militar na Guiné-Bissau que se seguiu às eleições.
João Lourenço, que discursava, em Luanda, na cerimónia de cumprimentos de ano novo apresentado pelo corpo diplomático acreditado em Angola, considerou um “caso inédito na história dos processos eleitorais em África” o facto de “nunca os verdadeiros resultados eleitorais” na Guiné-Bissau terem sido tornados públicos.
O chefe de Estado angolano exigiu também a libertação incondicional do Presidente deposto por um golpe de Estado no Níger, Mohamed Bazoum, detido desde 2023.
Na sua intervenção, João Lourenço frisou que, face à recorrência de golpes de Estado no continente africano, impõe-se cada vez mais a necessidade de se reforçarem as medidas de desencorajamento e condenação destas práticas “reprováveis a todos os títulos”.
“Aproveitamos esta ocasião para exigir a libertação incondicional do Presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe de Estado no Níger, assim como de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC da Guiné-Bissau, país que realizou recentemente eleições, mas que, num caso inédito na história dos processos eleitorais em África, nunca os verdadeiros resultados eleitorais foram tornados públicos”, disse.
O também presidente em exercício da União Africana destacou que, estando no fim do seu mandato, continua por alcançar o objetivo de se pôr fim aos conflitos armados no continente, o que obriga a continuar a envidar esforços para realizar “o sonho do silenciar das armas em África”.
“Estamos a chegar ao fim da presidência rotativa da União Africana, que assumi em fevereiro do ano transato, com o compromisso de me empenhar na promoção da paz, da segurança e da estabilidade em África, sem os quais o continente africano não conseguirá realizar plenamente os seus objetivos de desenvolvimento”, disse.







