O cidadão equato-guineense Baltasar Ebang Engonga, mais conhecido pelo apelido “Bello”, foi condenado a oito anos de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 125,4 milhões de francos CFA (cerca de 190 mil euros), segundo confirmou Hilario Mitogo, director de imprensa do Supremo Tribunal de Malabo. A sentença foi proferida pelo tribunal provincial de Bioko.
Ex-director da Agência Nacional de Investigação Financeira (ANIF), Bello foi julgado juntamente com outros cinco altos funcionários.
De acordo com a decisão judicial, os montantes desviados — que variavam entre 5 e 125 milhões de francos CFA — foram utilizados para fins pessoais, dissimulados em missões e despesas de viagem já financiadas pelo Estado.
Em novembro passado, Bello esteve no centro de uma grande polémica após a divulgação de vídeos íntimos que o mostravam com várias parceiras, incluindo esposas de figuras locais.
As gravações, realizadas em diferentes locais, entre os quais o seu gabinete no Ministério das Finanças e a prisão de Black Beach, em Malabo, provocaram escândalo internacional e levaram as autoridades a restringirem o acesso à internet para conter a difusão do conteúdo.
O chamado “fenómeno Bello” ultrapassou as fronteiras do país, inspirando músicas, danças, fotomontagens e até a criação fictícia de um afrodisíaco denominado “Balthazariem”. Apelidado de “Bello” pela sua aparência, Baltasar Ebang Engonga, de cerca de 50 anos, é casado, pai de família e filho de Baltasar Engonga Edjo, presidente da Comissão da Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC).