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Governo gastou 3 mil milhões de dólares na subvenção aos combustíveis em 2024

O economista Daniel Sapateiro esteve recentemente na TV Zimbo para comentar sobre um novo aumento do preço dos combustíveis. O especialista afirmou que as medidas adoptadas pelo Governo visam conter os elevados custos com a subsidiação que, sublinhou, atingiram 3 biliões de kwanzas no ano passado. Estes números têm fundamento?

“O que se pretende é eliminar cerca de 3 biliões de kwanzas, ou aproximadamente 3 mil milhões de dólares, que foi o valor gasto no ano passado para manter os preços da gasolina e do gasóleo”, declarou o economista Daniel Sapateiro durante o programa matinal “Está na Hora”, da estação TV Zimbo.

Sapateiro acrescentou que, até ao final de 2025, o Executivo prevê realizar novos cortes no montante destinado à subvenção dos combustíveis, o que poderá traduzir-se em mais aumentos no preço da gasolina e do gasóleo. “O preço da gasolina até ao final do ano vai acompanhar a taxa de câmbio do dólar definida pelo BNA, e o do gasóleo deverá fixar-se em cerca de 93 cêntimos de dólar”, disse.

Confirma-se que o Governo de Angola gastou 3 mil milhões de dólares na subvenção aos combustíveis em 2024?

Sim. De facto, o Governo gastou esse montante com a subsidiação dos combustíveis em 2024. A informação foi avançada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que confirmou que o Executivo desembolsou cerca de 3 mil milhões de dólares para manter os preços dos derivados do petróleo mais acessíveis para os consumidores.

Dados oficiais indicam que, em média, o Estado angolano gasta entre 3 a 4 mil milhões de dólares por ano com subsídios aos combustíveis, segundo a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa.

Comparando com outros sectores sociais, o montante gasto com a subvenção aos combustíveis é consideravelmente superior. De acordo com o Jornal Expansão, entre 2021 e o primeiro semestre de 2023, o Governo despendeu 9,1 biliões de kwanzas em subsídios aos combustíveis — três vezes mais do que o valor alocado à Saúde no mesmo período (3,1 biliões) e quase o triplo do destinado à Educação (3,2 biliões).

Fonte: Polígrafo África

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