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Esposo da Ministra das Finanças processa Jornal Expansão

O emprrsário angolano César Eusébio de Sousa anunciou ter interposto um processo judicial por calúnia e difamação contra o jornal Jornal Expansão, dirigido por João Armando, na sequência de uma matéria assinada pelo jornalista Joaquim José Reis.

Em carta dirigida ao director do periódico, César de Sousa invoca a Lei de Imprensa da República de Angola para exercer formalmente o seu direito de resposta e de rectificação, alegando que a peça publicada contém “afirmações falsas, ilações sem prova e associações abusivas” que terão afectado o seu bom nome, honra e reputação profissional.

Segundo avança o Club-k, no centro da controvérsia estão referências que, segundo o visado, o associam ao Grupo Carrinho e a processos ligados à Reserva Estratégica Alimentar (REA). César de Sousa rejeita categoricamente qualquer envolvimento formal ou informal nesses processos, afirmando nunca ter participado em reuniões, negociações ou decisões relacionadas com a REA, nem exercido qualquer tipo de intermediação nesse âmbito.

O gestor desafia o jornal a apresentar provas documentadas que sustentem as alegações, defendendo que, na ausência de evidências, as afirmações configuram “mera construção narrativa sem base factual”.

César de Sousa considera ainda que a matéria recorre a uma “técnica de culpabilização por associação”, referindo-se ao facto de ser casado com a actual Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa. Segundo sustenta, tal abordagem viola o princípio da autonomia individual e promove uma narrativa de suspeição sem fundamento probatório.

No documento enviado ao jornal, o gestor argumenta que a tentativa de relacionar o seu percurso profissional com decisões governativas constitui um abuso editorial e uma forma indirecta de difamação.

O visado refere igualmente um episódio anterior, ocorrido em 2025, no qual o jornal terá publicado informações sobre alegadas aquisições de divisas por parte do Banco Keve e do BCI, que posteriormente teriam sido desmentidas por dados oficiais. Segundo César de Sousa, não foi publicada qualquer rectificação na sequência desse caso, o que, na sua perspectiva, demonstra falhas nos deveres de verificação e correcção jornalística.

Na carta, César Eusébio de Sousa requer a publicação integral do seu direito de resposta, com igual destaque editorial à matéria contestada, nos termos previstos na Lei de Imprensa. Informa ainda que recorrerá a todos os meios legais disponíveis, incluindo vias cíveis e criminais, caso o seu pedido não seja atendido.

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