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CNE prevê gastar 4 milhões de dólares na aquisição de “ração fria”

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) inscreveu uma despesa de 3,6 mil milhões de kwanzas, correspondentes a cerca de 3,9 milhões de dólares norte-americanos, para a aquisição de alimentação (ração fria) destinada aos membros das assembleias de voto das eleições gerais de 2027, que ainda serão formados. A informação consta do Plano Anual de Contratação (PAC) de 2026 do órgão eleitoral, consultado pelo Polígrafo África.

De acordo com o documento, a instituição presidida pelo juiz Manuel Pereira da Silva, conhecido por “Manico”, prevê a aquisição global de 146 mil unidades de ração fria para os formandos que irão assegurar o funcionamento das assembleias de voto no sexto pleito eleitoral em Angola, agendado para 2027.

Cálculos do Polígrafo África, com base nos dados da CNE, indicam que cada unidade de ração fria terá um custo de cerca de 25 mil kwanzas (aproximadamente 27 dólares) para os cofres públicos.

Assinado a 8 de Janeiro, com as rubricas do director de Administração, Finanças e Gestão de Pessoal da CNE, Domingos Pinto, e do chefe do Departamento de Contabilidade e Finanças, Daniel Faria, o PAC esclarece que o kit alimentar será entregue de forma faseada, estando prevista a sua distribuição em quatro lotes.

Segundo o documento, a aquisição da alimentação para os formandos será feita através de um Concurso Público.

Para o ano de 2026, considerado pré-eleitoral, a CNE inscreveu um montante global de 185,6 mil milhões de kwanzas (201,3 milhões de dólares) destinado à execução de 32 empreitadas.

Membros das mesas reclamaram da alimentação nas eleições de 2022

Em 2022, Angola realizou as quintas eleições gerais desde a adopção do multipartidarismo, em 1992. Nesse último sufrágio universal, os membros das assembleias de voto queixaram-se da alimentação fornecida no dia da votação, segundo noticiou o Jornal Expansão.

De acordo com o semanário, o kit alimentar disponibilizado aos agentes das mesas era composto por bolachas de água e sal, café, sumo, feijoada enlatada e água. No entanto, os membros das mesas consideraram a alimentação “insuficiente”, tendo em conta o longo horário de funcionamento das assembleias de voto.

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