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Cessar-fogo de João Lourenço pode não ser aceite pelo M23

Angola propõe cessar‑fogo entre o Governo da RDCongo e o M23 para quarta-feira. Kinshasa aceita o princípio, mas sem confirmar a data. O M23 não reage. Há condições reais para a proposta de João Lourenço avançar?

Angola propôs que o cessar‑fogo entre o Governo da República Democrática do Congo e o M23 entre em vigor ao meio‑dia de 18 de fevereiro. A Presidência angolana aguarda agora a confirmação oficial das partes.

A iniciativa resulta de uma reunião em Luanda com os Presidentes de Angola, do Togo e da RDCongo, e com o ex‑Presidente nigeriano Olusegun Obasanjo. Luanda afirma ainda que o anúncio sobre o diálogo inter‑congolês será feito oportunamente.

Kinshasa afirma que aceitou “o princípio” de uma trégua, mas sem confirmar a data, enquanto o M23, apoiado pelo Ruanda, acusa o Governo congolês de manipular o processo. A região enfrenta violência há mais de três décadas, com a violação de vários cessar‑fogo desde o regresso do M23, em 2021.

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