A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou, esta segunda-feira, a abertura de uma investigação aos incidentes ocorridos durante os jogos Argélia–Nigéria (0-2) e Camarões–Marrocos (0-2), dos quartos de final da Taça das Nações Africanas (CAN).
O organismo recolheu relatórios e vídeos dos dois jogos «que indicam comportamentos potencialmente inaceitáveis de alguns jogadores e dirigentes».
A CAF, que condenou e remeteu os casos para o seu comité disciplinar, acrescenta ainda que está também a «analisar imagens de um incidente envolvendo membros da imprensa que alegadamente se comportaram de forma inadequada na zona mista».
Durante o encontro entre Argélia e Nigéria, um toque de mão do nigeriano Junior Ajayi na área, após cruzamento de Farès Chaibi, originou uma confusão generalizada depois o apito final. A confusão instalou-se no relvado, com vários jogadores e membros das equipas técnicas quase a chegarem a vias de facto. O árbitro teve de ser escoltado para fora do relvado por segurança.
Nas redes sociais circularam ainda vídeos de tensões entre adeptos argelinos e seguranças nas bancadas, bem como na zona mista, onde a segurança interveio para separar os jornalistas envolvidos na rixa.
A Federação Argelina de Futebol (FAF) anunciou que apresentou uma queixa à FIFA e à CAF sobre as decisões da arbitragem e apelou aos seus adeptos para «mostrarem solidariedade e apoio à seleção nacional». A queixa da FAF é «acompanhada de um pedido de investigação, a fim de esclarecer o sucedido e tomar as medidas adequadas de acordo com os regulamentos aplicáveis».
Mesmo sem chegar a este ponto, o duelo entre Marrocos e Camarões provocou também indignação entre jogadores e dirigentes camaroneses, que criticaram o árbitro por não ter assinalado um penálti após alegada falta sobre Mbeumo.








