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Polícia Judiciária portuguesa investiga morte misteriosa de Maria Luemba

Polícia Judiciária portuguesa está a investigar a morte de Maria Luemba, uma jovem de 17 anos que foi encontrada morta em sua casa, a 12 de junho. A informação foi avançada ao Expresso por fontes próximas do processo.

Segundo a fonte, poucos dias após a morte desta adolescente, uma fonte da PJ garantia que não existiam “indícios de crime”. O caso tinha ficado nas mãos da GNR e do Ministério Público, que abriu um inquérito duas semanas depois. Agora, a investigação da PJ de Aveiro parece estar em marcha acelerada. 

O Expresso apurou, que estão a ser realizadas diligências pela PJ, incluindo na casa onde foi encontrada Maria Luemba.

Os advogados da família, Tiago Geraldo e Teresa Sousa Nunes, emitiram um comunicado dos pais de Maria Luemba, a que o Expresso teve acesso. Família e advogados garantem que “compreendem a sensibilidade da investigação em curso e a inerente exigência de sigilo e reserva”. Mas “sentem também – como se crê que qualquer pai ou mãe, no seu lugar, sentiria – natural ansiedade no acesso a informação que possa trazer-lhes respostas para as muitas perguntas que, todos os dias, se colocam a si próprios”.

No comunicado, explicam que “foi por esse motivo requerida, em 7 de julho, a sua constituição como assistente no inquérito criminal em curso, pendente no DIAP de Albergaria-a-Velha, com intervenção da Polícia Judiciária local”. E acrescentam: “O processo encontra-se sujeito a segredo de justiça, razão pela qual os pais de Maria Luemba não podem – nem irão – pronunciar-se publicamente sobre os seus termos, além do aqui exposto.”

Ainda de acordo com a nota, frisam que a notícia confirmada da existência de inquérito, bem como os sinais claros de seriedade e empenho demonstrados pelas autoridades competentes (não apenas neste processo, mas também noutros, relativos a factos passados, que poderão relevar para a investigação em curso), oferecem à família de Maria Luemba, nas circunstâncias em que se encontra, um possível alento e um horizonte de esperança no apuramento da verdade, em que confiam”.

E desejam que “a verdade seja descoberta de forma objetiva, exaustiva e clarificadora, sem vieses nem pressões nem condicionamentos”.

O Consulado de Angola, também tem acompanhado o caso. E a família deixou uma nota de agradecimento às entidades angolanas. “Um agradecimento especial é devido ao Consulado de Angola, na pessoa do seu vice-cônsul, cuja articulação com os advogados signatários, obviamente no respeito pela independência da investigação em curso e pelos estatutos dos diferentes intervenientes processuais, tem sido de inteira disponibilidade.”

O Expresso contactou os dois advogados da família da jovem, mas os mesmos remeteram o assunto para o seu comunicado, sem mais acrescentar.

Desde o primeiro dia da morte de Maria Luemba que a família da jovem sempre recusou a tese do suicídio. Maria era uma jovem cheia de vida, sem qualquer histórico de ideação suicida. Demonstrava alegria de viver, dedicação aos estudos, generosidade com amigos familiares e sentido de responsabilidade, escreveram pessoas próximas de Maria Luemba há algumas semanas nas redes sociais.

Fonte: Expresso

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